AFRICANOS: PAU PRA TODA OBRA NO BRASIL
Uóôôô!
Uóôôô!
No solo quente do nosso país,
O mogno africano cresce feliz.
Como madeira nobre, dá muito dinheiro
E substitui bem o mogno – brasileiro.
A Hypsipyla não lhe dá preferência.
Isto é bom, mas cuidado com a tal “resistência”.
Em uma fazenda no interior da Bahia
Em mogno – africano, sem causar dano, ela já aparecia.
Uóôôô!
Uóôôô!
Ivorensis foste pra muitos o primeiro,
A crescer no Brasil; ereto, nobre e altaneiro.
Mas descobriu-se, por fim, que eras grandifoliola
Sem problema. Comércio pra vocês dois rola.
És espécie imporante; estás sendo bem avaliado
E tua área hoje pequena, vai crescer seu danado.
Quem quiser melhor saber procure a ABPMA
Uma associação que pode bem ajudar.
Uóôôô!
Uóôôô!
Oh! Khaya grandifoliola é grande sua beleza!
De folhas grandes, misturas força e nobreza.
Tens estabilidade, se adaptastes bem e és altaneiro.
Hoje és a mais plantada em solo brasileiro.
Uóôôô!
Uóôôô!
Senegalensis és mogno valente.
Aguentas pouca água e sol inclemente.
Seu tronco é torto, mas firme e forte.
Cresces no clima do nordeste e de parte do norte.
És de zonas secas; não toleras encharcado.
Mas vais também, em aluvião bem drenado.
Serves pra carpintaria e marcenaria meu irmão.
Também és bom pra lâminas pra decoração.
Uóôôô!
Uóôôô!
Oh! Anthoteca; tens bom vigor,
Mas exiges clima com mais frescor.
Não és comum em toda região,
Preferes onde há boa umidade no chão.
Gostas de solo aluvial fértil e profundo
Pouca no Brasil, mas comum em outras partes do mundo.
És conhecida como mogno – branco, mas tens madeira boa.
De ti se faz móvel, piso, painel, barco e canoa.
Uóôôô!
Uóôôô!
Cada uma de vocês tem sua vocação,
Conforme o clima, a demanda e o tipo de chão.
Escolher bem uma é meio caminho andado,
Pra ver a madeira virar um bem muito valorizado.
No Brasil cresce esse tesouro.
Com manejo sério e trabalho duradouro,
Floresta, agrofloresta e Khaya irão se unir,
E a plantação comercial de Khaya vai explodir.
Floresta, agrofloresta e Khaya irão se unir
E a economia de Khaya vai explodir.
[1] Engenheiro Agrônomo (UFCE); Engenheiro de poemas e letras de música.