O VALOR DA FLORESTA VIVA
O valor da floresta não se mede só em cifrão,
Mas no bem que espalha por sua região.
Na castanha que nutre, na polpa do açaí,
Na fibra da juta, no cacau e no mel da jataí.
Tem riqueza nas folhas, no fruto e no chão,
Na resina da árvore escorrendo do coração.
Na sombra que abriga o viajor andante,
No cheiro da mata, que se espalha distante.
A floresta viva, também é economia,
De quem a conserva e colhe sabedoria.
É valor que brota da conservação
Do extrativismo com o pé no chão.
É saber de aldeia, de roça, de feira,
É renda que vem sem passar a esteira.
A floresta é banco de vida e saber,
Quem cuida bem dela, só tem a vencer.
Tem renda no mel, nos extratos e na flor,
Tem renda na cantoria do agrosilvicultor.
O futuro não virá só com o desmatamento,
Virá até mais do que dela tivermos conhecimento.
Cadeias surgirão até de seu chão,
Produtos extraídos com ética e inclusão.
Da raiz ao mercado, da roça à cidade,
É bioeconomia com dignidade.
A floresta viva, é economia,
De quem a conserva e colhe sabedoria.
É valor que brota da conservação
Do extrativismo com o pé no chão.
A floresta não é só cenário bonito,
É fonte de vida, é chão bendito.
E enquanto ela vive, a gente avança,
Com floresta em pé e com esperança.
A floresta não é só cenário bonito,
É fonte de vida, é chão bendito.
E enquanto ela vive, a gente avança,
Com floresta em pé e com esperança.
[1] Engenheiro Agrônomo (UFCE), Doutor em Agronomia (ESALQ / USP), Especialista em Planejamento Agrícola (SUDAM / SEPLAN – Ministério da Agriculura), Pesquisador Sênior em Sistemas Agroflorestais (EMBRAPA – aposentado); Engenheiro da poesia agronômica.