MOACIR MEDRADO - MOGA
Um pouco do que tenho sido além do físico
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A MOCIDADE[1]

Gonçalves de Magalhães (1811-1882)

 

A terra vos pertence, oh Mocidade!

P'ra vós renasce o mundo a todo o instante,

P'ra vós resplende juventude a terra;

Não envelhece o céu, nem as estrelas,

Nem se encanece o sol no longo giro.

 

Alerta, oh Mocidade!

A Pátria por vós chama,

E o bem da Humanidade

Vosso esforço reclama.

 

Alerta! erguei a fronte,

Medi vosso terreno;

E o vale, e o prado, e o monte

Se dobre ao vosso aceno.

 

Não diga o estrangeiro,

Que vê tantas belezas,

Que o povo Brasileiro

É pobre entre riquezas.

 

Bani tanta vaidade;

Ciência, Industria e Artes

São só da Liberdade

Os firmes baluartes.

 

Erguei-vos, e sem susto

Lutai com o erro fútil;

Amai tudo que é justo,

Santo, sublime e útil.

 

Erguei-vos, e sem susto

Lutai com o erro fútil;

Amai tudo que é justo,

Santo, sublime e útil.

 

Alerta, oh Mocidade!

A Pátria por vós chama.

Mostrai que da verdade

Santo Amor vos inflama.

 

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[1] Poema que compõe a obra Suspiros Poéticos e Saudades de Domingos José Gonçalves de Magalhães, poeta do Romantismo brasileiro. Representa um apelo do poeta para que a nova geração valorize o Brasil e contribua para que ele se torne grandioso.

GONÇALVES DE MAGALHÃES
Enviado por MOACIR MEDRADO em 28/02/2026
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